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Operação Sem Desconto

Polícia Federal apreende jatinho de deputado investigado por fraudes no INSS

Parlamentar é suspeito de receber R$ 14,7 mi para blindar fraude; Euclydes Pettersen diz que avião foi comprado com recursos próprios

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  • 24/02/26 18:00
Polícia Federal apreende jatinho de deputado investigado por fraudes no INSS

São Paulo, SP - A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira, 23, um jatinho do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), como desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.


Pettersen é suspeito de ter recebido ao menos R$ 14,7 milhões em propinas para fornecer “proteção política” a um esquema operado por meio de convênio entre o INSS e a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares). Nas planilhas internas, o deputado era identificado pelo apelido “Herói E” e recebia pagamentos mensais via assessor.


Segundo a PF, ele era “figura essencial” para o esquema por conectar o presidente da Conafer a agentes com influência sobre indicações para a presidência do INSS. A Conafer teria recebido R$ 708 milhões do instituto, com 90% supostamente desviados para empresas de fachada.


Os repasses a Pettersen teriam sido feitos por meio de “smurfing” – transferências fracionadas – para empresas como a Fortuna Loterias e a Construtora VLH, ambas no Vale do Rio Doce, coincidindo com períodos de liberação de pagamentos do INSS à Conafer.


O que diz o deputado


Pettersen afirmou que a aeronave foi adquirida antes dos fatos investigados, com recursos próprios e de origem lícita, classificando o bloqueio como medida cautelar temporária. Ele reafirmou sua inocência e disse confiar no trabalho das autoridades, lembrando ter sido absolvido em investigações anteriores.


“Esclareço que a aeronave em questão foi adquirida em momento anterior aos fatos investigados, com recursos próprios e de origem comprovadamente lícita. O bloqueio atualmente vigente, o qual alcança, de forma indistinta, a totalidade dos meus bens, constitui medida cautelar prevista em lei, de caráter temporário, e não representa (e nem poderia) qualquer juízo sobre o mérito das investigações. Por se tratar de procedimento que tramita sob sigilo de justiça, não cabe tecer comentários adicionais sobre o caso. Reitero minha plena confiança no trabalho das autoridades competentes e absoluta disposição para colaborar com os esclarecimentos que se fizerem necessários. Por fim, reafirmo minha inocência e a certeza de que, oportunamente, os fatos serão elucidados de forma definitiva”, disse em nota ao site O Fator, parceiro de O Antagonista em Minas Gerais.


Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

(Com O Antagonista)

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.