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Repúdio

Residentes denunciam importunação sexual e violência institucional na UFPA em Bragança

Casos estariam acontecendo com frequência sem que a instituição tome providências

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  • 31/01/24 13:42
Residentes denunciam importunação sexual e violência institucional na UFPA em Bragança

A Residência Multiprofissional em Saúde da Mulher e da Criança da Universidade Federal do Pará (Bragança) emitiu uma nota de repúdio contundente diante de recorrentes atos de importunação sexual seguidos de violência institucional que, segundo o grupo, têm vitimado um grupo de mulheres residentes na instituição.

De acordo com a nota, o incidente mais recente ocorreu na primeira semana de janeiro, quando um funcionário da instituição se masturbou na presença de algumas residentes. O episódio é descrito como persistente, estendendo-se por mais de um ano nas dependências da instituição. Algumas residentes resolveram, então, coletar provas contra o agressor, incluindo um vídeo datado de 04 de janeiro de 2024, onde o indivíduo repete diversas vezes tal ato.

Apesar das denúncias formais, a situação parece estar longe de uma resolução efetiva. O grupo afirma que os superiores da instituição executora foram informados, assim como a Comissão de Residência Multiprofissional em Saúde (COREMU). Contudo, até o momento, nenhuma medida concreta foi tomada. O grupo ainda destaca que o agressor foi avistado nas dependências da instituição nos dias 29 e 30 de janeiro, exercendo suas funções, mesmo após a informação de que ele seria desligado.

Por fim, o grupo revela a ausência de apoio às residentes envolvidas, que, segundo a nota, não receberam qualquer tipo de suporte psicológico ou físico e encontram-se desamparadas, sendo obrigadas a trabalhar no mesmo ambiente que o criminoso. Enquanto isso, ao agressor foi oferecido acompanhamento do serviço de saúde mental da instituição.A expectativa do grupo é que a instituição formadora tome medidas judiciais cabíveis para proteger as vítimas e denunciar o agressor. Além disso, exigem uma nota de retratação pela omissão e violência institucional cometidas.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.